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Mostrando postagens de 2011

Lábios

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Faz chover dentro de mim No meu mundo selvagem e notório Faz chover por aqui e que o vento Chegue manso e invada, e que eu escreva No papel molhado, encharcando a ponta da pena Na minha boca densa e preta Para que eu assine o nome abaixo do termo de alívio Ao respirar de cabeça pra baixo E que o capitão carimbe sua pata Assim que os lobos uivarem à Lua E que eu siga suja até o mar Para que O mar ganhe a cor de meus lábios E que o mar vire uma extensão de meus lábios Agora, que conheço o mistério das profundezas Posso afirmar que alma é o segredo do negócio . Bea'Giomarelli

O Desenho e a Carta

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"Razão Utópica", por Beatriz Giomarelli (13-01-2010). (...)Voltando ao desenho, chamado "Razão Utópica"(utopia: sistema ou plano que PARECE  irrealizável; fantasia.), pelo fato de ser uma "perfeição ilusória", porém consciente, talvez por causa do amor que sentimos ou até mesmo amizade, enfim, um sentimento que nos liga. *Inspiração* Um muro carrega a Lua que dorme enquanto um homem dança sobre ela. Creio que desta dança veio minha inspiração para realizar toda esta loucura. *Eu cubista* Então tem uma figura central meio deslocada, o qual chamam "cubista", esta sou eu: "Muito prazer!".(risos). Não me vejo perfeita, aliás, toda perfeição me irrita, por isso me desenhei no cubismo. O símbolo do naipe de paus do baralho simboliza minha personalidade, pois no tarô o *naipe de paus* esta ligado a paixão, a intuição, a ação e o desenvolvimento através da força. Tenho todas estas qualidades. Abaixo do naipe de paus, tem o meu cora...
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Oi, Preciso te reencontrar Conversar por algumas boas horas Reparar o que você mudou em si Notar o que você mudou no mundo Me adaptar ao seu jeito Abraçar-te várias vezes Fazer-te gargalhar e imitar O som da minha voz Matar a saudade e brincar Dizendo que precisamos repetir a dose Descansar no seu ombro com o final da tarde Relembrar de nossas caras pintadas no passado Preciso te ouvir criticando Lembrar-te que você fora inspiração e expiração E na hora do 'até mais', amar-te em meu olhar  Até que você desapareça no horizonte Bea'Gio.

Prémedo

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Olha, quanta tristeza dentro de uma só Quanto silêncio engasgado no suor De cobrar sem ter direito por ter cometido erro E saber que toda mulher tem uma Medéia por dentro Viva a sabedoria que gera a luz de cada dia Dentro de noites quentes, escuras, amigas ou frias Uma bárbara ressuscita o desejo da vida Junta a morte, a ferida e a paixão de tirar vida Dona do próprio tempo e do destino alheio Tropeça no próprio intento, traceja o seu feito Escolhe e recolhe suas ervas Repara o seu feito, voa e canta infeliz! Beatriz Giomarelli

Envia-me!

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Hoje, nada mais sou que o grito no silêncio dos injustiçados, O apoio para aqueles que de joelhos sofrem, O silêncio para aqueles que muito dizem, A voz para aqueles que procuram direção, O tempo para toda angústia no peito, O desejo para aqueles que desviam olhares à cova, O estímulo para quem procura desesperadamente por aprovação, A ponte para quem busca sabedoria, Discernimento para o orgulho que pesa, Bálsamo para todo aquele marcado pela vingança, As mãos que carregam rosas diante da cólera, A força para quem sofre de perda, Consolo para quem necessita de fé, Sou amor pra quem está tomado de rancor, E alegria para todo aquele que procura paz. Nada tenho e tudo posso Naquele que me fortalece, E apenas agradeço por me emprestar a Tua armadura, bom Deus! Beatriz Giomarelli 03/11/11

Em vão

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(Um pouco de música! Bom final de semana!) Debaixo dessa árvore se encontra um tesouro Meus seis sentidos apontam me deixando louco A luz não cega os olhos como o teu brilhar Nem é tão belo e querido quanto o meu sonhar Dias, ausentes, teus lábios, Teu corpo, embora, cansado Em mim repousa Deixe que o tempo se alastre e te mostre Que o pranto notado é em vão Quanto silêncio tomei dentro de teu olhar Vozes na rua, doçura, crianças a brincar Na solidão da calçada, meu colo estendeu Fiz do teu solo o meu vício, meu interior renasceu Beatriz Giomarelli

Vírgula

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"Espere por mim, meu nego..." Vazia. Estou morrendo por dentro. Dor é o que me define nesta temporada. É uma culpa tão grande que não cabe aqui dentro Mesmo sem ter ultrapassado o considerável ferimento A culpa queima meu peito, pois a imagem foi traiçoeira E minha cabeça pequena... Dói tentar socar a culpa com violência Parece rasgar meus órgãos, aperta o meu peito Corrói-me, parece morte... É uma sequência de ações violentas Que me farão crescer nessa vida Tudo foi perfeitamente encaixado, O tempo, o ato, o momento, o espasmo, Essa queda transparente me ensina Mas o ferimento arde, como nunca sentira em toda minha vida. Lágrimas.

A cada novo dia serei silêncio

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Morte.

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Estou morta. Aguardo minha fênix e sei que um dia tudo será melhor. Nada separa o que deve ser. Minha justiça chegará a cavalo... A ira  decai sobre  mim e eu me cago inteira de pé cara a cara com  o  destino. Hoje  me entendo mais que  ontem... Agora eu  sei me acolher me cuidar me matar. Suavemente... Bea'Phoe

Avesso

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E quando eu achar que a tua ignorância me atrapalha, simplesmente me afastarei para ficar em paz... Então, sempre quando te sentir tomado (a) pelo teu egoísmo invisível, me afastarei para ser quem sou. Assim, não temerei presentear com uma flor àquele que ama sem pudor, ou ao serviçal sem um pingo de amor. Destinando à minha intensa fecundância esperançosa as gotas de poder que me tomariam e assim verei o digno em tua alma. Pertenço ao mundo que realmente vivo? Vivo no mundo que realmente pertenço? Questionarei a todo instante as partes ressentidas de meu ser, tendo a maior certeza de que posso estar errada, ao meu ver. Mas não desistirei do desgosto prazeroso de estar enganada, pois assim sobrevivo. E a ti que pensa ser tão grandioso (a), encontre em teu palácio o tesouro pelo qual morreria e depois me diga se realmente ele existe. As palavras são compreendidas apenas por aqueles que as querem compreender, caso contrário, serão apenas rabiscos. Se achares que em teu leito palavras te ...

Chapeuzinho Vermelho

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(Beatriz Giomarelli) Certo dia, em uma pequena aldeia, longe da cidade, nasceu uma menina. Sua mãe era camponesa e seu pai, hora era caçador, hora trabalhava junto aos outros lenhadores do local. Sua mãe era uma mulher atordoada, muitos a acusavam por bruxaria, por viver no bosque, colhendo ervas e frutos. Era uma mulher sombria e vivia de cara fechada. Mal sabiam que dentro de seu lar sofria agressões por seu marido. Enquanto a menina crescia, ganhava uma beleza sem igual, sempre saia durante a manhã em busca de ervas, frutos e flores do campo, mas sua mãe lhe proibira de entrar no bosque, dizia que era muito perigoso devido aos seres estranhos que viviam por lá. Todo final de tarde, quando retornava a casa, aguardava do lado de fora sentada sob a janela esperando seus pais terminarem a discussão. Quando os ânimos se acalmavam, ela entrava e antes de dormir orava para que seu pai fosse embora e deixasse em paz suas vidas. Um dia, ao retornar de seu passeio, notou que a casa se ...

Pela Janela! (a mais tola)

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Se for preciso, saia pela janela Quando o grito não for suficiente Nem sempre alguém abrira a porta  Nem pelo lado de fora, nem pelo de dentro Teu nome não fará diferença alguma Nem o que sabe, nem o que faz Se for preciso, saia pela janela Saltando ou virando de ponta cabeça Até sair do outro lado, ralado ou não Se for preciso, saia pela janela Tudo o que possui buraco, tem chances Nem sempre é pra curtir a vista Às vezes é preciso forçar a maçaneta E quando a porta não abrir, não seja estúpido Concreto não rasga, quebra!  Mas é demorado demais... Se for preciso, saia pela janela!  Espere... Não pare se ouvir, apenas saia O chão te espera depois de um vôo Do chão não passa, voar é bom Se for preciso, saia pela janela! Beatriz Giomarelli (ri demais! xD)

Tolos.

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"O fato é confessar à realidade aos tolos. Quem são esses tolos que pisam tão bruscamente no solo, deixando vazar som? Pobre do homem que habita o inferior da terra... Vive se queixando dos tolos que perturbam sua paz. O fato é que quem esta embaixo sempre tem o que reclamar... Pensando bem, será que a injustiça é tão injusta? Afinal, existe lugar até para os que estão embaixo e lugar para os que estão abaixo dos "embaixos", pensando na divisão de espaço deste mundo tão louco e indignado, cheio de planaltos, planícies, depressões, é necessário que este espaço exista. Mas que esteja sempre em movimento a roda do bem-estar, que aquele que hoje come lama, amanhã receba seu banquete e vice-versa... Justo? Quem sou eu para reconhecer justiças? Eu não sou ninguém, assumo meu papel. Este silêncio é bom sinal...? Ora essa! Apenas ando aceitando mais para que a indignação me invada cada vez mais. E um dia, hei de explodir... E como!"                ...

Absolutamente.

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"Hoje acordei diferente, reparei minha dor e até quando a caneta caiu pude ouvir o som com mais percepção. Olhei pra dentro de mim, ressaltei a falta de enigmas pessoais.  Essa minha vontade de ir embora... Onde foi que perdi meus essenciais instrumentos que me guiavam? Onde foi que perdi!? Caminhei de costas, uma maneira eloqüente de tentar compreender o presente olhando o passado, o que se foi, sem deixar de caminhar. De costas pude ver o rosto de todos aqueles que me deixaram, o que sentiram ao me ver caminhando triste. Sabe, é impressionante a razão, ela nos torna insuportáveis e contrariantes, porque, sendo que não existe verdade absoluta, como é que podemos afirmar algo com tanta razão? Hoje percebi também, que é na fraqueza que reconhecemos nossa verdadeira força. Mas como podemos nos mostrar fortes de verdade, se esta não existe absolutamente? Não seria mais fácil dizer que se assumirmos os sentimentos frágeis nos tornamos fortes por viver intensamente sem medo de ser...

Contratempo

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É fácil temer o silêncio Por isso vivem murmurando pressão É fácil implantar uma lei Assim o tolo se enche de esperança Não que palavras não tenham o seu valor Mas tudo é exercido no contratempo do nosso sonho Deixa o maior julgar Aparência nunca atropelou razão Eu não me explico mais não Certa hora a verdade te invade Apenas espero meu álibi Desespero a morte com a sorte De encontrar a paz atrás das grades Disseram a uma criança que a vida era pros fortes Controlaram sua sede por histórias e holofotes E agora a criança pertence a não sei quem Vai pra não sei onde fazer o quê... Subirá em um dos pedestais do mundo oculto Viverá a vida questionando porquê de tanto absurdo Até que um dia a luz cegará os olhos E aos sussurros dirão os tolos:  “Obrigado a todos que compreendem o que é arte” A oposição sempre deverá fazer sua parte Porque o valor só é dado quando o tremor no peito arde Bea'Giomarelli [25/07/11]

Persönlichkeit

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O que mais me entristece  É a certeza de saber que não se cala O que não sei dizer Não se vive o que eu decidi não viver E não se teme o que já enfrentei um dia Mesmo que as luzes fiquem acesas Esperarei até o dia em que se apaguem Mesmo que os olhos não brilhem mais Seguirei de cabeça baixa calada Sem saber do amanhã, o que será Perco meus olhos na imensidão  De um passo que já dei Pobre de quem tentar me guiar Meu vulcão pra sempre gritará E que ele seja melodia suavizada aos meus ouvidos Que minha paz seja venerada num simples olhar E que até então a revolução seja instigada! Que fúria é essa? Por que me arrebenta o espírito? Fazendo-me sussurrar de nostalgia... Quanto tempo não acaricio meus sonhos? Desde quando me tornei tão instável? Mil lobos dentro de um corpo vibrante Mil lobos adestrados por ti, amado Mil lobos tentando ser líder da alcatéia Dona de sonhos, gestora de paixões Atiro mil rosas a...

Sabe-se lá quem!

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"Se vira, tu não é quadrada. Pega mais uma trouxa pra ser tua empregada, já que o berro não te satisfaz... Pobre de ti, menina inocente. Nasceu no lixo, virou rainha e agora quer judiar de toda essa gente... Nem se lembra de mim, a amiga que te deu um barquinho de papel! Agora quer que eu sirva... Eu? Justo eu que nasci pra botar medo. Pode até convencer mais pra frente, só que eu vou ser canseira no teu lombo! E ai de ti, se eu pegar uma criança azeda! Afinal, o barquinho de papel ainda nos espera!". Beatriz G.

Democracia

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"O Último dia??(...) Ou o primeiro dia de muitos outros cheios de amor e união? Será que servimos de lição!? Não à Repressão! Sua Democracia deve estender ambas as mãos, pois ninguém tem o direito de interferir em seus ideais!"

Presente.

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Meu canto é o silêncio que te venera De olhos trêmulos com o sol que reverbera As temíveis cantigas que eu dançava na infância Nos teus olhos meu espelho me fez ser mais que uma dama E que o sono seja luz, quando em teu peito minha nuvem pousar Com  risos que viram libélulas mastigadas ao luar Como dois pontos de nós, com nós de amor e paixão Fazendo do pranto o canto mais doce aos olhos de quem já se foi Olhando partir que seja serena e vadia, a feição Um rosto temido, de amor remoído, partido em dois A cada presente que esteja contente o meu coração E que o teu, mesmo ausente, recolha as sementes do chão Plantar e colher,  trilhar em paz, sem mais, jamais, tanto faz Pois, aqui no aconchego, eu vivo o que temo Não viver nunca mais. Bea'G. (25.07.11)

Ainda não.

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Caiu no infinito Sem dó, nem riso Onde está a menina Que por aqui, antes corria Sorria, cantava, regia? Mundo indolor Mundo incolor... E lá se vai a menina... Evitei andar de costas Mas, andando pude ver Quem um dia me apontou! "Cuspa na suja! Que um dia lavou tua roupa suja" Suje, sangre, morra e veja! Insana, perdida dentro de si Aprisionada não sei onde, nem por que "Volte pra casa, amada..." "Ingrata!" Bata, use, arranque "O meu orgulho que ainda é meu" Da menina que um dia se perdeu Um dia... Lambeu a testa, girou o pescoço 360 graus "Vem me pegar, otário!" "Faz ruína, faz tua própria sina Que eu seguro teu riso medíocre Criança estúpida!" Errada, segue seus passos "Sinta o que eu sinto Veja o que eu vejo" Mil desejos adestrados Braço, corte, indecente, calado As curvas cheias de calos Meta! Sem  ouvir os gritos "Covarde!" "Pelo chão me arraste até se cansar Me entregue à neblina E deixe que os...