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Mostrando postagens de julho, 2021

Não é apenas mais uma de amor

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Desfila comigo Porque sou tua Porque sou louca Por cada pedaço teu Me abriga, me lança Me subestima Me inclina pro céu Estou adubando minha terra Estou rompendo o casulo Estou sofrendo por mim Pra voar como mulher Mas ao fechar os olhos O chão é meu voo Cada parte minha quer te honrar Em graça, amor e prazer Já somos um no futuro  E agora somos amor Somos raiz e caule Paz e melodia Ausência e conforto Lar e escola de viver BeaGio

Te resumem a um deslize

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A dor é tamanha. Mas me sinto um pouco mais curada que a maioria. É como se todos vivêssemos como balões num jardim de rosas, cheias de espinhos. Foi aí que percebi que me sinto um pouco mais curada que a maioria... Quando se ferem por me seguirem, se furam com os espinhos pelos quais passei tentando desviar.  Começam a perder o vento, murmuram sobre as dores de amar e te resumem a um deslize. Tudo por causa de uma escolha, um mísero momento que você escolheu passar por um espinho pra evitar outro.  Percebo que estou curada um pouco mais que outros, nesses momentos furiosos, sou aquela que masca compulsivamente várias gomas pra tapar tanto o meu furo quanto o do outro, mesmo ele estando atordoado por estar murchando e me resumindo a um deslize.  Qual seria esse deslize? O de viver onde vivo e conviver com tantos espinhos no caminho? Quando fora o contrário, eu me furei nos espinhos, me esvaziei inteiramente, senti a dor amarga como se o coração fritasse. Haviam palavras c...

Vulnerável

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Eu fiz outra vez... Me perdoe Sangrei meu peito Pus nas mãos, sem compaixão O coração pulsando Em contratempo, chorando Exclamando em coragem: "Estou vulnerável pra você" Porque seu cuidar é teto E perfumados são seus olhares  Vi o amor em sua carne  E corri, tropeçando, querendo ficar O medo faz besteiras... De qualquer maneira  Sou covarde porém inteira E tenho tanta sede de mim... Eu fiz outra vez..  Me fiz vulnerável Meu instinto quer partir de mim Meu orgulho quer soltar as armas As ânsias querem evaporar na estrada E meu corpo quer amar e ser amada Ser um sopro de risos e milagres Eu fiz outra vez...  Externei e me fiz vulnerável Desmaiei dentro de mim E te ouvi correndo por aqui Pintando-se com minhas cores  Provando o sabor de meus sonhos E versões de amor em todo meu ser Eu fiz outra vez... Me fiz vulnerável E me vi dizer "Me ame inteiramente em silêncio  E, por favor, não me pare". Beatriz Giomarelli