Prémedo



Olha, quanta tristeza dentro de uma só
Quanto silêncio engasgado no suor
De cobrar sem ter direito por ter cometido erro
E saber que toda mulher tem uma Medéia por dentro

Viva a sabedoria que gera a luz de cada dia
Dentro de noites quentes, escuras, amigas ou frias
Uma bárbara ressuscita o desejo da vida
Junta a morte, a ferida e a paixão de tirar vida

Dona do próprio tempo e do destino alheio
Tropeça no próprio intento, traceja o seu feito
Escolhe e recolhe suas ervas
Repara o seu feito, voa e canta infeliz!

Beatriz Giomarelli

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