Com amor, mamãe
Em 2 de março de 2026, você crescia em mim e te escrevi : Nós somos as que correm nuas mata adentro. Caçando. Sobrevivendo. Sentindo. Enxergando o íntimo no coração humano. Quando a loucura chega e o mal sopra o seu bafo, nós não recuamos. Nós encaramos — com verdade. Nós encaramos — com amor. Eu vejo você dentro de mim. Doçura e selvageria coexistindo, inteiras. Eu não fiquei com seu pai. E escolheria isso de novo, quantas vezes fosse preciso, para que você entendesse: o seu valor, o meu valor — o valor de uma mulher. Talvez hoje você não compreenda. Mas um dia, quando o coração doer, você vai entender: não é preciso permanecer onde há dor e desrespeito onde desconfiguram tua feminilidade onde minimizam suas dores e desvalorizam tua história. Nossa arma mais poderosa não é lutar. É ir embora. Ir embora enquanto ele ainda acha que tem controle. Ir embora e mostrar — somos livres. Amadas e esperadas Nos cinco cantos da terra temos aliados De norte a sul, de leste a oeste e be...