Presente.
Meu canto é o silêncio que te venera
De olhos trêmulos com o sol que reverbera
As temíveis cantigas que eu dançava na infância
Nos teus olhos meu espelho me fez ser mais que uma dama
E que o sono seja luz, quando em teu peito minha nuvem pousar
Com risos que viram libélulas mastigadas ao luar
Como dois pontos de nós, com nós de amor e paixão
Fazendo do pranto o canto mais doce aos olhos de quem já se foi
Olhando partir que seja serena e vadia, a feição
Um rosto temido, de amor remoído, partido em dois
A cada presente que esteja contente o meu coração
E que o teu, mesmo ausente, recolha as sementes do chão
Plantar e colher, trilhar em paz, sem mais, jamais, tanto faz
Pois, aqui no aconchego, eu vivo o que temo
Não viver nunca mais.
Bea'G.
(25.07.11)

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