Disforme
Nada mais sou que uma alma cansada e sedenta por humanidade A deformidade interna sempre foi precoce Mas percorro as estradas da vida com rastros de cor e luz Sinto alívio nas têmporas Um alívio imperceptível por ser inigualável Ao mesmo tempo ausente e enfadonha O peso do vazio faz tanto vácuo que me sinto pressionada Como se todos os meus órgãos quisessem expurgar Essa sensação, um cansaço de tentar manter tudo do lado de dentro Ou pelo menos por perto Perto de quem sou em essência Soltem essas xícaras! Corram livres e nuas pelas florestas densas e frias Gritem, loucas de desprazer e ausências As louças não podem assemelharem qualquer construção caótica Muito menos as cadeiras da mesa de jantar O maior exemplo de como ser exclusivamente solitária Tendo missões de amar em desordens emocionais É incoerente ao tipo de alma que selvagem cede à natureza bela e rica em mistérios sombrios O Deus e a Deusa e todas as demais dualidades Onde me ca...