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Mostrando postagens de 2020

O que é real pra mim

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Meus gatos me acariciando e se lambendo pela manhã é real pra mim. As dores no meu corpo... Os excessos da minha alma esperançosa é real pra mim. O amor no meu particular falando que me faz companhia seja no corpo, na alma ou na lembrança, é real pra mim. Os suspiros após as crises, as mensagens de carinho, é real pra mim. Os que conhecem o amor que não desiste, em instantes chegam aqui quando o coração não aguenta mais. É real pra mim. Os sonhos mais incríveis desse tempo em que é melhor sonhar que viver, é real pra mim. As amizades profundas que rasguei da alma mas não do coração, voltam como pássaros ao ninho e  é real pra mim. A distância que não impede o sentir, que não faz choro nem riso, mas permanece o mesmo sem vírgula nem fim, é real pra mim. Os olhos do amor que me vigiam atentos pra ver se ainda é suportável viver... É real pra mim. Os vários nós que sorri ou engoli, permeando as desilusões de vivências que realmente acreditei terem sido reais, essas desilusões... É rea...

Céu

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O céu que cresce do mar O mar que nasce do céu O que tem no céu senão a cor do mar? Resposta do céu, d estino indicado  Para que seja mudado ou simplesmente aceito Sem importar o "não querer" Sabendo que "querer" é estar dentro do céu  Talvez o céu carregue desejos gritantes Daqueles que pelo deserto caminham O vento carrega desejos que ninguém contou  E o que tem no vento q ue o faz chegar ao céu? E o que tem além do céu? Seria possível crer? Na luz do azul claro Na escuridão do azul escuro No cinza de um dia chato Ou no colorido do melhor dia vivido O lápis desenha o céu  Nas mãos de um sonhador Que pensa entender o céu  Porque crê que o sonho é possível E quando o mistério da incerteza se faz quase infinito, pergunto O que existe além dos sonhos que habito? Bea'Gio

Eclipse II

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Quando estiver ferido não queira amar Quando quiser viver, corra para o amor Quando as luzes se apagam, os corpos se invadem Os impulsos são momentos que tomam liberdade  Assim como você se arrasta Eu desfaço e me refaço Aperto o cobertor contra o peito E os sonhos me atrasam Enquanto os astros se apagam E na terra as estrelas estalam Sua música me fala Mesmo calado. Be

O balão e a âncora

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Dizei-me... Dizei-me como me arrebento de ti!  Te lanço, sem glamour, as farsas Vivo minha intensidade com perfumes, danças e maquiagens Os amores fazem parte... Não nasci pra ser adorada Mas, de fato, nasci pra ser puramente admirada Apaixonadamente amada! Então dizei-me... Como me arrebento de ti? Se minha pele anseia teus lábios E minhas mãos se aquecem em teu peito Se teu abraço me faz casa E tua respiração incendeia minha alma Se a troca de nossos olhares aquietam vãs ilusões E nossos risos constroem castelos de areia... Dizei-me, por que foges quando a loucura me encontra? E reencontra-me com tuas carícias mornas após o caos? E quando me cerca de mimos, descanso E quando silencia, todo meu ser repousa  Meu coração se deita em nuvem de outono E ainda assim questiono. Dizei-me, onde encontro em ti qualquer prazer de mim? Onde te encontro nos vãos dos sonhos? E finalmente, dizei-me, como me arrebento de ti. Bea Giomarelli

Lobuto

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O luto é imposto. E o meu coração sangra no rio que outrora renovaram-me as forças "E se soubesse que o amor está morrendo?" Pior que a ansiedade é a saudade Sua perfuração é doce e letal Embriago-me com a lembrança que faz sorrir  Enlouqueço com a impotência de não poder mais sentir A tristeza simples, dolorosa e barulhenta Incubem à mente última oração De fato, a morte é mais doce que isso... Então, você descobre a maior experiência emocional de existir Como um lobo que cerca, caça e devora a alma Enquanto no alto do monte a lua entrega a beleza daquele lugar Em instantes, o lobo satisfeito, se aninha no colo a ninar A caça o abraça, o temor da morte torna pronto espírito E resta apenas o pavor e as lágrimas Um desejo apavorado de calar as estrelas E reviver os belos momentos mais uma ou duas vezes. B'gio

Pássaro na gaiola

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Minhas belas asas e penagem colorida Pesam contra as grades da gaiola Pelo vão expiro a frustração O destino me deseja como um ímã Mas pássaros criados em gaiola  Não sobrevivem quando livres. Quem dera eu pudesse em um ato de anarquia Convocar os amantes calorosos  Que com toda paixão correm selvagens Por toda parte,  abrindo gaiolas  Talvez o gosto do voo  Compense a incerteza do fim No frio, sem ninho, sem rumo Enquanto chove no horizonte Da gaiola, na janela, assisto O beijo apaixonado, a dupla a dançar O sorriso a correr com e sem graça O chorar que escorre entre os orvalhos da pele Eles saboreiam a existência pela tela colorida Eu me embriago pela tela cheia de vida... Bem ali, entre os vãos do meu lar, há vida!  Ah, vida! Como me falta o ar... Passar a vida atrás das grades  Sonhando que vivo a voar pelo vasto céu de amar. Bea'Gio

Casulo

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Há dias que não quero sair de casa Há dias que não quero descer da cama A sensação de silêncio e quentura me fazem sentir protegida. Como se eu estivesse sendo formada para renascer Eu sinto muito por tudo... Existe em mim um desejo desenfreado por calmaria e paixão  Estou doente...  Do corpo e da alma mas meu coração bate tranquilamente Eu não tenho pressa em me curar Mas tenho esperança que logo estarei curada Aliás, agora que me caem as realidades posso ver Foram as ilusões que me adoeceram Ilusões de ter vivido e perdido um grande amor... Após todo o caos eu tive a chance de amar verdadeiramente e amei Então percebi que nunca fui amada. Fui apenas parte da experiência egoísta de muitos Porque o amor tudo suporta e esse que pensei ter sido real se quebrou em menos de um ano. Eu tive tantos tropeços E Ele insiste em mim até hoje Eu me darei essa chance De permanecer em mim Porque o amor não correspondido Ou a paixão que esperneia por atenção  Levam qualquer ...

Flores e Espadas

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  Estar aqui é confortável Quando o amor fere, criam-se cascas Enquanto cicatrizam eu escrevo Porque palavras são flores e espadas Que a alma lança no escuro A tinta carrega essência e um sentir melancólico A caneta, o tempo e o calor Do coração que pulsa para existir E geme através de artes incompreensíveis Sua eterna vontade de SER  As frustrações são ligeiramente suspiradas no dia a dia Só o corpo sabe... Ah! Ele bem sabe! O corpo me ama profundamente O corpo é a capa da minha verdade E a verdade é que ainda corre paixão em minhas veias E cada intenção é cheia desta que me lança ao prazer De desejar cada vez mais a VIDA em mim Os espaços vazios pulsam um amor tão intenso como a morte Tão feroz quanto o sangue que escorre entre os cortes Essa ferocidade é a minha salvação, minha obra-prima, meu coração Rasgou-me para ser em mim o que deve ser...  O amor... Esse amor que engole a própria alma e vomita flores eternas Obrigada, palavras abençoadas que retornam a esta casa....

Dama de Sol

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De uma forma ou de outra saí da cadeira de balanço... Enquanto me balançava na varanda de uma casa de bonecas, percebi que me privava de mim e do sabor maravilhoso de estar enganada.  O desengano virou veneno em minhas veias. Hoje, como sobrevivente, me encontre por aí... Correndo, caminhando, sangrando, amando, enlouquecendo, sorrindo, chorando, vivendo!  Equilibrando-me entre as telhas das casas, pulando pelos telhados, fugindo do sistema corruptível, falocêntrico e inaceitável... Me encontrando com minha essência. Ser mulher é ser feroz porque o nosso faro não nos engana.  Submissas a quem verdadeiramente  ama nossa alma indomável pelos dessabores vividos. Omissas aos que exigem e esperneiam por respeito como se o devêssemos.  Caça e caçadoras, guerreiras o dia inteiro. Mas a noite, nos despimos. Nos desfazemos nos amores e no silêncio.  Eu, meus olhos profundos, meus cabelos serrados e meu corpo adoentado amam repousar nos braços de quem me quer inteira...