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Mostrando postagens de setembro, 2012

"Insuficiente", um breve desabafo.

Sabe, estou aqui na madrugada a me questionar: De que valeram a música, o canto, o encanto e  a ardência? De que valeram as juras de eterno amor, os  abraços, as lutas e a esperança por dias  melhores? De que valeu a espera se não soube esperar  mantendo a chama e gritando claro e em bom  tom para que eu entendesse que era teu e  apenas teu o meu amor? Quer saber - me respondi - me valeria mais o  silêncio do que belas frases,  me valeria mais a alienação e ingenuidade que  a boa formação e a contemplação de idéias,  me valeria muito mais a praticidade, a decisão  e a precisão. Muito me faltou e talvez tenha sido por isso  que busquei distração em amizade de quem  realmente estava ali... Errei, mas hoje entendi...  Devia ter te deixado já que não me bastava! O fato é que o teu amor, se é que podemos  chamá-lo por isso, foi pouco para o meu  so...

Amor Prostituto

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Sedenta, entregue, saudosa Quantas perguntas sem respostas Ali reconheci o meu inferno Fui mais forte que tu Enfraquecido, morto, tolo... Ainda crês melhorar, depositando esperança Nas mãos de um pobre ser neandertal Para tornar tua alma mais honrosa e plana? Deve estar no alter status de insanidade O silêncio não o tornará menos impuro Eu é que virei lixo Meu amor se prostituiu E agora, de vergonha chora Tão alto que mal posso sonhar... Sempre fui ensurdecida Agora sou muda e suja... Sou apenas riso em vão E não há amor que se achegue Que estimule reviravoltas Não há sonho que amenize esse trauma Meu amor se prostituiu Enquanto saciavas tua sede  Por não querer putrificar outr'alma Meu pobre amor se prostituiu E chorou, enquanto a ti, partiu Nos lábios um sorriso doce No peito, um amor prostituto Pesado, caro, fracassado Frustrado e tão cansado... Antes fora raridade Hoje é só um pedaço de carne Que bate, arde, chora e é tarde... Gozou ao som de out...