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Mostrando postagens de setembro, 2025

Primavez

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Não imaginava sentir tanta dor  Enquanto tudo floresce Uma sensação absoluta de solidão  Posso gritar o mais alto que eu puder E mesmo assim veriam flores em minha vida Criar a vida com a densidade da morte Gerar saúde e adoecer absolutamente  Abster-se em função de outro alguém  Como poderia ser diferente? Todas as escolhas, os capítulos  Levaram-me exatamente onde estou Nada incoerente, nem surpreendente Aproveite enquanto se pode amar... Posso ter escolhido encarnar Mas acho injusto não ter a escolha de partir  Não aprendi a viver, nem sofrer, nem acreditar Tudo o que criei se perdeu em desdém e gritos Fúrias da incompreensão  Quem diz que viver é bom não conheceu minha alma  "Viva o setembro amarelo!" É tudo o que eu não merecia estando grávida. 

A pior experiência

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Ainda quero as rodinhas Mas retiraram por mera conveniência e achismo "Ela está pronta!" "Vou segurando, até que ela consiga sozinha" Estou pedalando muito rápido  "Continue, estou te segurando!" Meu coração acelerado só queria as rodinhas De repente quem me segurava me solta E quando percebo sua voz longe O desespero me toma  Frear lentamente, encontrar o chão  Perceber ao redor, proteger-me do chão Dos muros, buracos, portão Atentar-se ao barulho, a respiração, a contramão  "Muito bem! Você conseguiu!" Tanto estresse, tantos detalhes Enquanto sou lançada contra a árvore violentamente  Caio ralada no chão, machucada Quero ir pra casa, ser abraçada, lavada e sarada Quero as rodinhas de volta Pra mim nunca será hora de removê-las Sorrir ao machucar não é bom... É péssimo!  E também é péssimo chorar ao sangrar  Uma das piores experiências Comemorar avanços enquanto se fere  Nunca serei louca o suficiente A ponto de dizer com tanta certeza Que minha...