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Mostrando postagens de maio, 2011

Mundo Risonho

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Quero um mundo colorido Opaco e entristecido Para que o palhaço venha  E com ele traga o sorriso Ouvindo o som do riso Pintarei os lábios de preto Para que os dentes cresçam Como a Lua que anseia E quando o triste não mais existir Serei completa por não mais insistir Assistirei ao circo cair Sem mais ser, sem mais sentir. Beatriz Giomarelli (19/01/10)

De mim

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"Vai se embora de mim, mansinho Não me cause essa dor no peito Pode ir, pode ir, sozinho E me tenha só em pensamento Com a certeza de que te amei Vá embora de mim feito passarinho Que apenas se vai no vento E não deixa rasgar o tempo Nem o coração de quem fica Vai se embora de mim, carinho Pode ir pra não causar sofrimento Esse amor já deu, esse amor valeu Esse amor feriu, esse amor partiu Vai se embora de mim, mocinho Que agora já passou do tempo Que agora te quero assim Só distante de mim Distante de mim De mim Mim..." Beatriz Giomarelli (21/05/11)

Mágoa

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Minha mágoa é um poço É um poço sem fim Um poço amordaçado Com ferida incurável Com lembrança cruel Meus dias tem sido noite Noite apenas pra mim  Que olho para o Sol,  E o vejo embaçado Diante da lágrima que tenta me erguer Não sinto mais vergonha em dizer "Magoada estou" Minha mágoa é um poço É um poço sem fim Um poço amordaçado  Com  ferida incurável Com lembrança cruel Meu peito, sem coração Meu pensamento é um fel Meu sonhar é um ruído Meu destino é o grito Minha espada enterrada Na Terra da Esperança Meus olhos não mais vêem Meu sorrir, não deslumbra Meu corpo já em tumba Minha mágoa é um poço É um poço sem fim Um poço amordaçado Com ferida incurável Com lembrança cruel O que acolhe te encolhe Passei a acreditar Que no mundo das fardas Tem borboletas a voar Não demonstram seus brilhos Porque ninguém os merece Antes que caia a noite Se escondem de leste a oeste E então o zumbido não é riso É o chorar das borboletas que sof...

Carta para quem me ama.

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Apenas permaneço com a certeza de que sou tua Sem devaneios de Lua Apenas me permito errar para perdoar Sempre que em ti pensar chamarei baixinho  E me lembrarei do tempo mais que vivido Como se fosse eternidade Posso entender o que não devo  E me conformar com o que não é cabível Mas, poucos dizem que o querer é digno E há quem diga que o pretexto é revogável Sei apenas que te levo dentro do peito E sei que meu canto te chama onde quer que esteja Sei que meu corpo anseia por teus lábios E que minha sede incansável foi curada com tuas palavras Reino em mim com paz, por você Encontro montanhas em buracos E apenas sei, agora, que posso carregar minha fé E o amor verdadeiro que renunciei  Por um tempo perdido na escuridão Voltarei em breve aos teus braços Digo, não existe futuro sem você ao meu lado Nem dor mais digna que sinto distante e calada De qualquer forma sou destinada a te encontrar E de maneira incontestável e errada te amarei  Sem me p...