Persönlichkeit




O que mais me entristece 
É a certeza de saber que não se cala
O que não sei dizer
Não se vive o que eu decidi não viver
E não se teme o que já enfrentei um dia

Mesmo que as luzes fiquem acesas
Esperarei até o dia em que se apaguem
Mesmo que os olhos não brilhem mais
Seguirei de cabeça baixa calada
Sem saber do amanhã, o que será

Perco meus olhos na imensidão 
De um passo que já dei
Pobre de quem tentar me guiar
Meu vulcão pra sempre gritará
E que ele seja melodia suavizada aos meus ouvidos

Que minha paz seja venerada num simples olhar
E que até então a revolução seja instigada!
Que fúria é essa? Por que me arrebenta o espírito?
Fazendo-me sussurrar de nostalgia...
Quanto tempo não acaricio meus sonhos?

Desde quando me tornei tão instável?
Mil lobos dentro de um corpo vibrante
Mil lobos adestrados por ti, amado
Mil lobos tentando ser líder da alcatéia
Dona de sonhos, gestora de paixões

Atiro mil rosas ao homem sonhador
Traçando seu caminho
Atiro mil facas ao oprimido
Para que finque-as no chão 
Atiro mil beijos e abraços
Aos impetuosos, pobres de amor

Quem sou eu?
Sou os olhos que te veem quando você não se vê
Sou o vulcão silencioso que te faz gozar e amar a vida
Sou a alcatéia, a doença, a carência, a ferida
Sou aquela que errou para que você não errasse
Ocupou o lugar de muitos para que fossem poupados

E de alguma forma...
Ela gostou de ser quem foi
E ama ser o que se tornou!
Meu vulcão me guia, ora calmo, ora explosivo
É meu, e no momento se encontra em paz
Amanhã, já não sei mais.

Beatriz Giomarelli
-10/08/2011-

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