Vírgula


"Espere por mim, meu nego..."
Vazia.
Estou morrendo por dentro.

Dor é o que me define nesta temporada.
É uma culpa tão grande que não cabe aqui dentro
Mesmo sem ter ultrapassado o considerável ferimento
A culpa queima meu peito, pois a imagem foi traiçoeira
E minha cabeça pequena...
Dói tentar socar a culpa com violência
Parece rasgar meus órgãos, aperta o meu peito

Corrói-me, parece morte...
É uma sequência de ações violentas
Que me farão crescer nessa vida

Tudo foi perfeitamente encaixado,
O tempo, o ato, o momento, o espasmo,
Essa queda transparente me ensina
Mas o ferimento arde, como nunca sentira em toda minha vida.
Lágrimas.

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