O Desenho e a Carta

"Razão Utópica", por Beatriz Giomarelli
(13-01-2010).

(...)Voltando ao desenho, chamado "Razão Utópica"(utopia: sistema ou plano que PARECE  irrealizável; fantasia.), pelo fato de ser uma "perfeição ilusória", porém consciente, talvez por causa do amor que sentimos ou até mesmo amizade, enfim, um sentimento que nos liga.



*Inspiração*

Um muro carrega a Lua que dorme enquanto um homem dança sobre ela. Creio que desta dança veio minha inspiração para realizar toda esta loucura.

*Eu cubista*

Então tem uma figura central meio deslocada, o qual chamam "cubista", esta sou eu: "Muito prazer!".(risos). Não me vejo perfeita, aliás, toda perfeição me irrita, por isso me desenhei no cubismo.
O símbolo do naipe de paus do baralho simboliza minha personalidade, pois no tarô o *naipe de paus* esta ligado a paixão, a intuição, a ação e o desenvolvimento através da força. Tenho todas estas qualidades. Abaixo do naipe de paus, tem o meu coração aberto.

*As cartas*

Todas as cartas fui eu quem criei, só para deixar lembrado o dia em que li cartas pra você.
E então a primeira carta que devemos considerar é "A Taça", pois o dia em que me embriaguei tivemos uma maior aproximação, você se preocupou e nos demos nosso primeiro abraço. Pode notar que as cartas "Ilusão..." e "A Canção" estão ligadas, foi o momento em que você começou a gostar de mim e eu pude te conhecer melhor, por isso que acima delas tem um 'sorvete', simbolizando as lembraças da infância e ao lado uma placa de "Proibido" sem indicativa, com o fuminho do lado, que solta a fumaça de coração que eu respiro, querendo dizer que eu gosto de você do jeito que você é.

*Ilusão...*: um olho lateral que chora angustiado, uma única gota, a "gota da ilusão" e um triângulo, talvez uma pessoa e dois caminhos a seguir, ou uma situação conseqüente e intransmutável. Um coração partido e duas aves que voam livres e longe de um sofrimento.

*A Canção*: não entendo de música, mas quando fazia aula de flauta na escola, desenhávamos uma clave de Sol em uma pauta de cinco linhas junto com as notinhas e então fazíamos a melodia. (risos)

Do outro lado as cartas “A Chave" e “A Esperança", também ligadas, demonstrando que o fim não existe enquanto a alma vive na terra.
Andei pensando, senti sua falta enquanto me afastei, no momento não entendo o que sinto, só sei que sinto e prefiro não definir. Mas, não se preocupe, não vou magoar você.

*A Chave*: bem, uma chave e o meu coração destrancado. Preciso explicar algo mais?

*A Esperança*: me disseram que a Esperança vive de olhos fechados e que só os abre quando perde o equilíbrio, por exemplo, quando uma ventania leva suas flores. Representei-a com o Sol, porque sempre quando nos sentimos cansados de tudo, a única certeza que temos ao chorar durante a noite é de que o Sol nascerá para todos durante o dia que vem e nossas forças se renovarão com o nascer dele.

*O Mundo*

Ao lado, tentei representar a reprodução humana sem muita realidade. Fiz com que minha mão se estendesse até a bolinha com alma (bolinha preta) que nascia, antes que a lança pudesse matá-la. Esse é o meu objetivo no mundo: proteger, cuidar etc.

*Humildade*

A estrela cercada por corações que representam as pessoas que amamos e que estão a nossa volta. Elas formam a nossa "estrelona" que nos dá a luz quando nos sentimos escuros. Mesmo aquelas mais difíceis de se amar (corações negros).

*De onde veio?*

Os espirais no muro e no desenho inteiro, são meus cachos. Começam no muro por causa da inspiração: cabelo na cabeça, mente na cabeça, imaginação na mente.

*O início*

Enfim, seu violão que traz apenas duas cordas, uma trazendo a primeira letra do seu nome "F" e a outra, a primeira letra do meu, "B".
Seu violão foi fundamental pra gente se conhecer. Se você não tocasse violão e eu não cantasse, talvez nem estaríamos aqui agora. (risos)

*E a rosa?*

É para que este momento esteja guardado com você, pra sempre.
A primeira de muitas, acredite, flores são especiais em todos os sentidos. Pensa que apenas homens é que entregam flores é? Acho bobagem, tenho orgulho de entregar flores pra quem gosto. Antigamente, pelo século XVI, a mulher entregava flores ao homem que estava interessada durante as missas, para demonstrar seus sentimentos já que não podia se expressar diante de seus pais. Sabia? (risos)

E eu lhe entrego flores porque o admiro muito!
(E entreguei uma rosa além da desenhada, uma rosa real).


Beatriz Giomarelli (para: Fernando)

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Apocalipse

A verdade que eles negam

Majestade