"Pasmem!"
Eu clamei as deusas do meio fio E recebi uma força desproporcional, um corpo esbelto, um magnetismo ímpar e um ânimo selvagem. Eu sou bancada pelo meu atrevimento Pelo poder de minhas asas E adivinha? Não estarei onde eu não puder voar Só a espiritualidade sabe o quanto sofri por me privar Por viver com quem sempre minimizou minha dor Agora não tem mais espaço para fragilidade Não sou mais humana porque transcendi na flecha de Atena, no seio de Afrodite, na língua de Kali e aos olhos de Hécate. Elas me guiam e me nutrem enquanto eu floresço eternamente Enquanto todos questionam, "como pode?" E eu respondo, "pasmem!" Nada poderia ser tão restaurador Como sentir a luz feminina crucial Nutrindo minhas fraquezas Amamentando minha alma faminta Faminta de coragem e de amor Quem pensa que ama jamais amou Quem diz ter coragem já se acovardou Só quem se vê desprezível, ama Só quem se vê fraco, luta Quem pensa em vencer, já perdeu E quem sente paz no próprio silêncio, e...