Absolutamente.


"Hoje acordei diferente, reparei minha dor e até quando a caneta caiu pude ouvir o som com mais percepção. Olhei pra dentro de mim, ressaltei a falta de enigmas pessoais. 
Essa minha vontade de ir embora... Onde foi que perdi meus essenciais instrumentos que me guiavam? Onde foi que perdi!?
Caminhei de costas, uma maneira eloqüente de tentar compreender o presente olhando o passado, o que se foi, sem deixar de caminhar. De costas pude ver o rosto de todos aqueles que me deixaram, o que sentiram ao me ver caminhando triste.
Sabe, é impressionante a razão, ela nos torna insuportáveis e contrariantes, porque, sendo que não existe verdade absoluta, como é que podemos afirmar algo com tanta razão?
Hoje percebi também, que é na fraqueza que reconhecemos nossa verdadeira força. Mas como podemos nos mostrar fortes de verdade, se esta não existe absolutamente? Não seria mais fácil dizer que se assumirmos os sentimentos frágeis nos tornamos fortes por viver intensamente sem medo de ser derrotado?
Talvez não seja necessário um mar de explicações em torno dos sentimentos humanos, pois nunca saberemos o que sentimos de verdade, concorda? Amor verdadeiro, então, não existe? Amor instantâneo, talvez... Ou será que o amor nunca foi sentido, por ser eterno e ninguém viver eternamente?
Agora, o que você sente por mim? Amor? Verdade? 
Entretanto, usa-se da razão para dizer o que sente...
Então, eu digo: 
'Eu não sei o que sinto por você...'
E explico: 
'Uma vontade, embora contida, de te ter presente em minha vida, até o dia que eu fechar meus olhos...' 
Por quanto tempo esse sentimento vai durar? Não sei, é o único sentimento instantâneo que me inspira.
Depende de você fazê-lo eterno... Ou não".


{Bea Giomarelli} 06/09/2009 

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