Depois
Um amor atrás do outro
Todos fadados ao fracasso
Tóxicos, rudes e instantâneos
Será que eu já deveria saber?
Eu disse: "inúmeras formas de morrer
E tenho conhecido cada uma delas"
O amor destroçado custa a vida para sempre?
E a amizade bandida custa a solidão perversa?
Possuo meios de lidar com tudo
Mas não quero mais, só preciso partir ou calar
Ser invadida com paz de um jeito ou de outro
Quero colo infinito até meu sorriso renascer
Até as feridas
fecharem e as angústias calarem
fecharem e as angústias calarem
Eu tento viver, mas a dívida está cara demais
E não tenho mais como pagar
Ela, portanto, me tornou escrava da dor
E não me vejo capaz de romper esse fardo
Perdi meus pedaços pelo caminho
E sempre que recupero alguns
Sou roubada violentamente
A violência se tornou familiar
E por muito tempo tentei revidar, hoje só choro
Até ignorar e esvaziar toda esperança
De recomeço digno e saudável
É querer demais ser cuidada com respeito e paz?
Eu sempre tive que estar pronta para cuidar
Agora sou exausta, derramada em braços ardendo
Com a esperança de que me acolham a alma
Ainda tenho um mínimo de esperança
Se não tivesse não estaria onde estou
Mas as vezes, queria estar vazia
Ir até o fim pra ver se encontro qualquer versão de mim
Que não queira mais a paz, nem o contato
Apenas um dia após o outro, sem pausa, no automático
E no fundo sei que escolhi depositar minha alma
Em tudo o que sou e faço, isso me custa muito caro.
B'gio
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