O balão e a âncora
Dizei-me...
Dizei-me como me arrebento de ti!
Te lanço, sem glamour, as farsas
Vivo minha intensidade com perfumes, danças e maquiagens
Os amores fazem parte...
Não nasci pra ser adorada
Mas, de fato, nasci pra ser puramente admirada
Apaixonadamente amada!
Então dizei-me...
Como me arrebento de ti?
Se minha pele anseia teus lábios
E minhas mãos se aquecem em teu peito
Se teu abraço me faz casa
E tua respiração incendeia minha alma
Se a troca de nossos olhares aquietam vãs ilusões
E nossos risos constroem castelos de areia...
Dizei-me, por que foges quando a loucura me encontra?
E reencontra-me com tuas carícias mornas após o caos?
E quando me cerca de mimos, descanso
E quando silencia, todo meu ser repousa
Meu coração se deita em nuvem de outono
E ainda assim questiono.
Dizei-me, onde encontro em ti qualquer prazer de mim?
Onde te encontro nos vãos dos sonhos?
E finalmente, dizei-me, como me arrebento de ti.
Bea Giomarelli
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