Flores e Espadas



 
Estar aqui é confortável

Quando o amor fere, criam-se cascas

Enquanto cicatrizam eu escrevo

Porque palavras são flores e espadas

Que a alma lança no escuro

A tinta carrega essência e um sentir melancólico

A caneta, o tempo e o calor

Do coração que pulsa para existir

E geme através de artes incompreensíveis

Sua eterna vontade de SER 

As frustrações são ligeiramente suspiradas no dia a dia

Só o corpo sabe... Ah! Ele bem sabe!

O corpo me ama profundamente

O corpo é a capa da minha verdade

E a verdade é que ainda corre paixão em minhas veias

E cada intenção é cheia desta que me lança ao prazer

De desejar cada vez mais a VIDA em mim

Os espaços vazios pulsam um amor tão intenso como a morte

Tão feroz quanto o sangue que escorre entre os cortes

Essa ferocidade é a minha salvação, minha obra-prima, meu coração

Rasgou-me para ser em mim o que deve ser... 

O amor...

Esse amor que engole a própria alma e vomita flores eternas

Obrigada, palavras abençoadas que retornam a esta casa.

Façam de mim força, façam de mim caminho, façam de mim devoção.

Façam de mim uma disputa desenfreada

Entre a dor e a esperança

Entre a humana e a santa

Entre a carne e o espírito

Entre o realizar e a lágrima

Lancem-me entre a cruz e a espada

Chacoalhem-me inteira, pois o amor me corrói

O amor me esmaga e me constrói

Constrói o mais doce lar

Constrói o princípio do riso, o sonhar

E as palavras encontrarão seu trilho

Assim como as feridas, assim como o amar.


BeaGiomarelli

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Apocalipse

A verdade que eles negam

Majestade