Narciso

Ele te arrasta por uma passarela de amor, depois maltrata seu coração, violenta e suga teus sonhos.
A forma doce de enxergar a vida e acreditar no amor são diluídas em suas insinuações e desconfianças.
Ele diz: "Você inveja as pessoas por viverem isso. Isso não é real, são atores".
Seu sorriso se perde na selva, você luta para ressuscitar o que ele assassinou.
Ele oferece um começo encantador, doses diárias de ocitocina que se transformam em doses excessivas e diárias de adrenalina e cortisol.
Você apenas luta para retornar a fase inicial, onde tudo era acolhimento e amor e se vê perdendo a alma tentando fazê-lo.
Ele te observa tentando, enquanto diz vítimamente: "Isso é tudo o que eu posso fazer. Você é muito melhor que eu", e te custa acreditar que de fato você é.
Após a ressurreição, um estalo te desperta, é hora de ser cruel. No fim da história, pra todos você é a má. 
E se eu pudesse aconselhar, diria: "Seja! O tempo dirá". 

B'gio

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