Entrelinhas

Sei que me vê entrelinhas
Sublinhando em meus textos mensagens ocultas
Sei que ainda ronda o ninho
De tão curioso que sempre foi...
Pare! Transpareça em teu meio com dignidade.

Não questione a minha moral para tratar desta...
Dignidade foi a mim conferida
Sou uma mulher crescida
Marcada por indignações e prazeres da vida
Alguém que evoluiu ocultamente

As mágoas são o sangue que corre em minhas veias
É a dor que bombeia e traz o riso
Enquanto tranquilizo a vida com a certeza da morte
Transpareço a quem quer que seja
A minha fraqueza e o meu orgulho ferido
Minhas infidelidades... Meus devaneios
De quantas vezes acreditei no amor
Que "era amor...?"

Conhecer o amor que há em nós, nos torna autodidatas

Foto: André Auke

Completos e donos de nossa própria alma
Criadores de ideais, serviçais do respeito mútuo
E soldados calados de uma justiça caolha

Trocamos coração por mente...
Coração é tido apenas como um músculo involuntário
Domadores de paixões arrebatadoras
De desejos que nos tiram do eixo
Porque somos inteiros e o realizar é a maior aventura

O amor é o controle do irreal no mundo real
É o perigo sólido que o instinto capta a todo tempo
É a vontade de trilhar em paz
E vencer ou simplesmente desviar obstáculos
Eu tive sorte e hoje mantenho os poros abertos
Irradio minha luz e ensino por ações
Ouço muito mais...

O anjo negro das asas em escorpião
Perdeu as asas, caiu no abismo, renasceu das cinzas
E virou humana, agarrando a escama do amor
Aquele... Deixado e esmagado no chão ao partir...
As lágrimas lhe foram bálsamo
E a música, terapia da alma apagada
E hoje a humana movimenta os quadris
E prepara teu ventre para gerar...
Ensinando a ser livre independente de qualquer situação

Não existe pecado quando o amor é encontrado e invade a alma
E não existe ser neste mundo entristecido, opaco e com ruídos
Que possa ofuscar o teu ser ou invadir o teu universo particular
Destruindo o teu mundo colorido, muito alegre e com brilho
Sou digna de mim, da minha alma e do meu universo
E me basta...
Quero viver a agarrar e resgatar as mãos que se erguem
Mais nada.

Beatriz Giomarelli [17/10/2013]


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