Um ponto no meio do nada
Como me pede para conviver com ela?
Você não a conhece, ela é um pedaço meu
E eu a odeio tanto quanto este silêncio que me arrebenta a moralidade
Essa estranha moralidade que ainda me resta
Talvez a unica que me põe em pé na velha arena
Como me pede para bater palmas com sorriso ardente?
Você não sente o que eu sinto
Essa dor incansável, incurável, incoerente
Ela me ensurdece com grito estridente
Querendo que todos a tomem
Como me pede a completa entrega?
Todos me tomam e a dor não se cala
O calor me cerca, aquece meu espírito e a dor permanece
Devo me guardar, não me doar
Doar, doer, invade, corroe, cansa
Como me pede a força para me erguer?
Todos partiram e a culpa é minha
É o que dizem, mas não compreendo
Por que a culpa é minha?
Minha culpa... Eu... Que sempre acreditei.
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Beatriz Giomarelli
(13/11/2010)

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