Mortal loucura

Incrédula e solitária.
Ninguém fala sobre a vida da mulher bela, aquela que possui traços distintos e personalidade amável. Que entre outras mulheres que se ocupam demais não se transborda. E entre os homens não pode fragilizar o seu próprio feminino, não pode expor suas inseguranças ao ser amado porque tudo o que lhe resta é o silêncio do cômodo onde chora.
A solidão engole suas lágrimas e ela se questiona:
- Onde está o meu bando? Onde fica esse lugar onde não preciso me preocupar, nem me armar?
Lugar em que fico com meus semelhantes e ali extravaso...
Nunca encontrei... Encontrei meus guias, as mães e os pais invisíveis que só podem enxugar as lágrimas da minha alma, mas nunca secam a cachoeira de minha face.
Depois me dizem pra continuar vivendo e não me conformo:
- Vivendo aqui? No mar frio e despreocupado que arrisca sacrificar a alma do sensível em prol do próprio orgulho? Eu não quero viver aqui. Esse lugar me faz muito mal. Um marasmo de futilidades e eu só procuro entrega completa. Sem provas, sem testes, sem poréns, apenas amor...Onde estás?"
O dia que minha alma for acolhida na mais mortal loucura, saberei que ali posso descansar. 
Mas por enquanto eu vou partindo pra não espalhar mais os pedaços quebrados dos sonhos que nunca pude sonhar.

Bgio

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