Pude morrer em um abraço

Começou com um convite, um sorriso, logo depois um suspiro e então um toque sutil. A arte de fazer sentir-se a vontade como estar no lar... 

Quando a timidez se encontra, a vergonha sai de cena...
Dançar sem saber dançar, acarinhar pelo olhar e dar um show de ousadia! Quem diria! 

Eu me esqueço que logo serei saudade, esqueço as preocupações e a vontade de amar invade...
Como ensinar uma ferida a se curar? 
É só ouvir sua voz dizendo: "vem comigo". 

Não insinua, não promete, não bajula, apenas me envolve e me lê como partitura.
Pude morrer em um abraço.
Morri para o descaso, para os jogos de descarte, morri para o que me afligia, para as ausências e as feridas, morri para os desprezos e a dureza do meu coração.
Retomei o fôlego, a segurança e fiz uma canção.

É como se te conhecesse bem! Mas na verdade, quem me conhece é você. 
Posso sentir perdurar porque o tempo não passa rápido e o amanhã existe tanto quanto o hoje e ainda mais bonito, cheio de sol, cheio de acordes, cheio de olhares que desvendam a paixão.

A grama, o campo, os filhos, o sonho, a música, o beijo e o nosso gosto.

B'Gio.


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