Olá morte,


Continua cheia de vida, como uma criança na ciranda e no parque de diversões.
Sedenta por devolver vida às peles frias, sugadas pelos servos do acaso que perambulam em busca de adrenalina e vitalidade e que arrancam uns dos outros por aqui.
Dizem viver em abundância e dizem estar sofrendo tanto quanto, não percebem o quanto sugam dos que já nem tem mais.
Morte, você é uma criança envelhecida, suas cores e seu brilho são tamanhos que empresta a todo aquele que é escolhido pra brincar com você. 
Quando for minha vez estarei aqui, já estou pronta pra você. Eu já não tenho mais vida. Olhe só e não seja injusta.

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