Cinzas

Sabe, eu ia te dedicar extensões de versos cheios de paixão
Escritos enquanto meu coração suscitava reascender em seu olhar
Mas preferi queimar...
E tudo virou cinzas
Porque hoje, você é cinza...
Eu quase cometi o erro de poetisar
Romantizando o óbvio mais perverso do amor sempre incompreendido...

Muitos são feitos para serem amados
Poucos foram feitos para amar...
Você não faz parte da minoria
Mas eu faço
Por isso, poucos são os que se sujeitam a me amar
Porque me amar é sofrer por minha natureza tão intempestiva
E deliciar-se com os frutos  de minhas árvores abstratas.

Com a mente flutuante 
E pés descalços fincados em terra
Sua viagem sempre foi um sonho
Jamais concretizado
Não vire fênix, apenas retorne ao pó
Porque o amor amaldiçoa as figueiras falsas
Aquelas de folhas verdes mas sem fruto algum

O equívoco é o prazer da desordem emocional
Quem desperta o amor que dorme
Torna-se o seu próprio algoz
Por isso concluí, nada foi lindo
Foi carnal, pontual e atemporal
E hoje queimei essa tamanha irresponsabilidade
São apenas... Cinzas.

Bea'gio

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