Carícias



E assim seremos dois
Dois em dois.


Com meus olhos a buscar e os teus em fuga a clamar
Agora, virada a página, sou criança
Novamente viva

Saltando de sonho em sonho
De conto em conto
De regra em regra
De ideal em ideal
Questionando tudo
De tudo tendo sede
E sou o que sonho porque é assim que tem que ser


Chances são dadas a quem não tem perspectiva
Pra quem busca assiduidade

Eu?
Eu caço.
Eu minto com a fala 
E digo com todo o meu ser, a verdade
Porque transpareço em lágrimas e insanidade.

Eu sou feroz, voraz e não temo acariciar meu Ego
Pois os versos são meus agora
E teus, assim que minha mente cair no vazio


Mas enquanto são meus eu os devoro
E devoro teus olhos que leem
Eu me devoro nessa ressonância passional

Eu atinjo a morte com a sede da vida
E sirvo a vida com a certeza do inacabado.

E com tudo eu me esclareço e calo:
"Naquela manhã, eu tentei partir".




Beatriz Giomarelli

Comentários

  1. "Chances sao dadas a quem nao tem perspectiva" curti muito. Vc escreve muito bem. Beijos! Tami

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