Placenta
Intensidade alterada
Não me rele, não me toque.
Os poros amanheceram todos abertos
Expostos aos cordões vitais do dia
Ao bem e ao mal, ao jamais
Jamais perderei minha essência
Meu coração é um pote de vidro
Pulsando nas batidas calorosas
De uma quase lambada lambida
Minha alma lavada, meu rosto limpo
Minhas mãos estendidas
Jaz flácidas antes do sol apagar
E o sorriso ainda estampa a conformação
Não sei mais se sangro ou tampo
Não sei mais se canto ou se danço
Não sei se posso vomitar a ausência
Todo este pudor estagnado
Ecoado e engolido de vasos quebrados
Qual é a face da tua coragem?
Qual é o ponto do teu equilíbrio?
O que diz a voz em teu ouvido?
O que diz o silêncio de teu amor?
Quantas peles você já perdeu?
O que em ti já amadureceu?
Assim que ouvir a velha canção
Teus ouvidos sangrarão
E eu estarei renascida
Talvez puramente realizada
Talvez um tanto perdida
Um pouco mais feliz.
Beatriz Giomarelli
Não me rele, não me toque.
Os poros amanheceram todos abertos
Expostos aos cordões vitais do dia
Ao bem e ao mal, ao jamais
Jamais perderei minha essência
Meu coração é um pote de vidro
Pulsando nas batidas calorosas
De uma quase lambada lambida
Minha alma lavada, meu rosto limpo
Minhas mãos estendidas
Jaz flácidas antes do sol apagar
E o sorriso ainda estampa a conformação
Não sei mais se sangro ou tampoNão sei mais se canto ou se danço
Não sei se posso vomitar a ausência
Todo este pudor estagnado
Ecoado e engolido de vasos quebrados
Qual é a face da tua coragem?
Qual é o ponto do teu equilíbrio?
O que diz a voz em teu ouvido?
O que diz o silêncio de teu amor?
Quantas peles você já perdeu?
O que em ti já amadureceu?
Assim que ouvir a velha canção
Teus ouvidos sangrarão
E eu estarei renascida
Talvez puramente realizada
Talvez um tanto perdida
Um pouco mais feliz.
Beatriz Giomarelli
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