Célebre devaneio


Amar é tão fácil...
Assim como viver
Amar é doloroso mas até a dor é fácil
Quando se enche o peito de alma e coração

Vesti meu seio com plantas
Invisto em nudez infinita
Cativando o grito do justo
Diante do pálido sistema viril

Hoje, passei horas olhando a lua
Seu semblante me enfeitiça, me deixa a desejar
Que o amor me reencontre
Para que eu me entregue sem me entregar

Então as coisas se encaixam, se completam
E de alguma forma
Sem porque nem comoção
Tudo esta como deveria estar

Ironia, és tão bela quanto imersa
És minha, encravada em pele e osso
Hostil como a ferida velha que ainda sangra




                                     Salvador Dalí
E me cansa por querer gritar

Feiches de ouro tão finito e pasmo
Me trancam  em mim
Eu, sou, meu, tu, ele, nós, vós 'uma ova'
Eles que se curvem perante nossa voz






.B'Gio.

Comentários

  1. Então, vamos lá.
    Achei que tem três poemas em um só.
    Três temas que cada um em si daria pano para escrita, mas aqui se misturam e confundem.

    "Que o amor me reencontre
    Para que eu me entregue sem me entregar"

    Antagônico não?

    Bjs.

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    Respostas
    1. Paixões proibidas causam confusões e antagonismo! rsrsrs bjs

      Excluir

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