Breve Rotina
As rimas são fáceis
Quase incertas e desertas
Mórbidas como o tic-tac
Atrasado e desligado
Aqui reina a tranqüilidade
É sempre estranho
É sempre fria a realidade
Me encontro e ponho
Diariamente as sapatilhas para dançar
Não gosto de como as horas passam
Tenho sede de ações que não torturam
Sinto falta de um peito pra deitar
E braços fortes pra me abraçar
Vertigens oriundas de falsidade...
Minha ausência perturba?
Sinto muito por meu cansaço
Se a estranheza aparenta ser digna
Então, acredite e faça valer a verdade
Afinal, quem são teus amigos
Senão aqueles para quem destes pleno poder?
A melhor e mais frustrante maneira
De reconhecer as pessoas verdadeiras
B'Gio

"Sinto falta de um peito pra deitar
ResponderExcluirE braços fortes pra me abraçar"
Aqui está a frase que define a alma de fundo desse poema.