Cada pedaço de mim


Cada pedaço de mim. Minha alma imersa a uma sensibilidade aflorada, flor... Pétalas que caiam em meu corpo nú. Tentei respirar, inspirando meus desejos e vontade por um dia meio normal. Sorrindo, implorei para que o tempo estabelecesse ali uma comunhão entre meu presente e o passado que me fizera sorrir. Lembrei-me então, que todos os que me fizeram sorrir resultaram em minhas lágrimas mais profundas: 'Por que devia ser assim?', questionava-me prendendo entre os dentes meu soluço. Fechando os olhos recordei: "Que a força do medo que tenho, não me impeça de ver o que anseio, e que a morte de tudo em que acredito, não me tape os ouvidos e a boca..." - As lágrimas escorriam involuntariamente por meu rosto, meu nó, fazia-me eliminar em gemidos toda dor que havia em meu peito. Anoitecera sem que eu percebesse e a luz da Lua iluminava meu canto vazio e impetuoso, amenizando minha mágoa e pranto. Pousei minha cabeça sobre meus joelhos abraçados em meu peito, me calando "...Porque metade de mim é o que grito, mas a outra metade é silêncio"- e o silêncio se fez sem que eu pudesse me lembrar do motivo de tanta dor.


Beatriz Giomarelli [23/09/09]

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